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Filhos nos obrigam a sermos otimistas em relação ao futuro do mundo

A história também mostra que as transformações culturais (e porque não estruturais) demoram mais que a existência de um homo sapiens.

Soluções digitais para instituições e marketing político.

Filhos nos obrigam a sermos otimistas em relação ao futuro do mundo

A história também mostra que as transformações culturais (e porque não estruturais) demoram mais que a existência de um homo sapiens.

Os filhos nos obrigam a sermos otimistas. Afinal, o mínimo que esperamos é que eles, a continuação de nossos genes, tenham uma vida melhor do que a nossa. Em todos os sentidos.

Os meus nasceram quando eu tinha 32 e 35 anos. Essa fase da vida é o último período em que somos considerados jovens.

Numa sociedade que ama a juventude, é difícil compreender de cara. Mas quando chegamos nessa idade, fica claro o motivo: é o momento quando começamos a pensar na próxima metade de nossa existência.

Isso levando em consideração os parâmetros de expectativa de vida de hoje, 2022, lógico.

Com a idade, quem chega é o pessimismo.

Depois de 35 anos vendo que algumas estruturas que poderiam promover mudanças profundas não funcionam, e talvez não existam, a gente entra num estágio de resiliência aos problemas. Lidamos com eles incessantemente, acreditando que eles nunca passarão.

É óbvio que essa é uma impressão passageira.

Não existem problemas perpétuos. E a história mostra isso.

Mas a história também mostra que as transformações culturais (e porque não estruturais) demoram mais que a existência de um homo sapiens.

Ter filhos é ganhar vidas para continuar a batalha em prol das mudanças.

E qual o futuro do mundo?

Meus pessimismos atuais tem endereço certo.

Sou pessimista em relação à distribuição territorial do Brasil. Sinto que as previsões de aquecimento da Terra e, especialmente, das regiões tropicais, gerarão migrações profundas dentro do país, deixando o Sul e Sudeste cada vez mais em conflito.

Sou pessimista com o sudeste e o sul. Os rios que nos abastecem funcionam dentro de um sistema que depende de uma Amazônia bem regulada. E com os desmatamentos frequentes, velozes e destrutivos, há a tendência desse conjunto desandar.

Aí, você imagina o Sul/Sudeste sem agua, cheio de gente e, boa parte, de idosos.

Imaginou?

Então, some tudo isso a uma população mais idosa, com problemas de locomoção, renda e baixa escolaridade, vivendo mal, com pouca água disponível, num território cheio de gente que disputa orçamentos, alimentos, sentimentos.

Caos.

E no meio desse caos, meus filhos. Vivendo e aprendendo.

Por isso, em meio a tanto pessimismo, me mantenho otimista.

Afinal, os filhos nos obrigam a sermos otimistas em relação ao futuro do mundo.

Aproveite para ver os vídeos também.

Os filhos nos obrigam a sermos otimistas. Afinal, o mínimo que esperamos é que eles, a continuação de nossos genes, tenham uma vida melhor do que a nossa. Em todos os sentidos.

Os meus nasceram quando eu tinha 32 e 35 anos. Essa fase da vida é o último período em que somos considerados jovens.

Numa sociedade que ama a juventude, é difícil compreender de cara. Mas quando chegamos nessa idade, fica claro o motivo: é o momento quando começamos a pensar na próxima metade de nossa existência.

Isso levando em consideração os parâmetros de expectativa de vida de hoje, 2022, lógico.

Com a idade, quem chega é o pessimismo.

Depois de 35 anos vendo que algumas estruturas que poderiam promover mudanças profundas não funcionam, e talvez não existam, a gente entra num estágio de resiliência aos problemas. Lidamos com eles incessantemente, acreditando que eles nunca passarão.

É óbvio que essa é uma impressão passageira.

Não existem problemas perpétuos. E a história mostra isso.

Mas a história também mostra que as transformações culturais (e porque não estruturais) demoram mais que a existência de um homo sapiens.

Ter filhos é ganhar vidas para continuar a batalha em prol das mudanças.

E qual o futuro do mundo?

Meus pessimismos atuais tem endereço certo.

Sou pessimista em relação à distribuição territorial do Brasil. Sinto que as previsões de aquecimento da Terra e, especialmente, das regiões tropicais, gerarão migrações profundas dentro do país, deixando o Sul e Sudeste cada vez mais em conflito.

Sou pessimista com o sudeste e o sul. Os rios que nos abastecem funcionam dentro de um sistema que depende de uma Amazônia bem regulada. E com os desmatamentos frequentes, velozes e destrutivos, há a tendência desse conjunto desandar.

Aí, você imagina o Sul/Sudeste sem agua, cheio de gente e, boa parte, de idosos.

Imaginou?

Então, some tudo isso a uma população mais idosa, com problemas de locomoção, renda e baixa escolaridade, vivendo mal, com pouca água disponível, num território cheio de gente que disputa orçamentos, alimentos, sentimentos.

Caos.

E no meio desse caos, meus filhos. Vivendo e aprendendo.

Por isso, em meio a tanto pessimismo, me mantenho otimista.

Afinal, os filhos nos obrigam a sermos otimistas em relação ao futuro do mundo.